O CENTRO COM TODOS,
TODOS COM O CENTRO,
TODOS ENTRE SI.
O CENTRO ESTARÁ, ENTÃO,
EM TODA PARTE E
EM LUGAR NENHUM.
CADA UM POR SI,
SERÁ ENTÃO,
"UM" E "O" CENTRO.

Muitos são os que se perdem no labirinto. Conta-se que pouquíssimos, ou apenas um, Teseu, saiu ou venceu a luta contra o Minotauro, o monstro que habitava o labirinto. Minos era o nome do rei de Creta. O artifício de Teseu foi o fio de Ariadne. Os mitos escondem ensinamentos sobre a vida para o que não pode ser traduzido em palavras porque ainda não há palavras ou ciência. São metáforas de situações reais.
Labirintos são estruturas sólidas pesadas, feitas de caminhos sem continuidade, de voltas e retornos sobre si mesmo, de escuridão, de confusão, de perda de ponto de referência, de medo.
São feitos de conceitos enrijecidos, de comportamentos e crenças automatizadas e inconscientes. Não se sabe o que é você mesmo e o que é o outro, não se sabe o que é passado ou presente ou futuro, perde-se a noção de tempo. Certo é que de tão preocupados com o Minotauro, esquece-se do labirinto que é o que realmente mata.
Hoje podemos fazer a ligação racional, ou uma conexão de sentido, entre o Labirinto e o cérebro, e compreender o Minotauro como o conjunto de nossos próprios fantasmas e o tormento de quem se perde nos próprios pensamentos e não encontra luz de saída.
A figura do Tao, é a organização do labirinto de forma que todos os caminhos se comuniquem, que as conexões (de sentido entre as coisas) se façam, que a luz não seja bloqueada. Por onde se entra e por onde se sai é pelo mesmo lugar...o Centro.
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